02/12/2019

Cadernos rasgados: um triste evento de final de ano em Engenheiro Coelho

Alunos rasgam cadernos e espalham folhas pelo centro da cidade no final do ano letivo

Michael Harteman

Alguns acontecimentos escancaram problemas enraizados em uma sociedade. O mais recente, em Engenheiro Coelho, aconteceu na última sexta-feira (29). Páginas de cadernos rasgados e espalhados pelo centro da cidade. Tal acontecimento não é novidade. Pelo contrário, o triste fato se repete ano a ano.

Folhas foram jogadas no centro da cidade

 

As páginas espalhadas colocam diante de nossos olhos alguns fatos: Falta de educação e ausência completa de noção ambiental são apenas alguns deles. Não acredito muito em visão coletivista, daquelas que culpam toda a sociedade por suas próprias mazelas. Não sou o responsável por adolescente que não entende o que é limite. No entanto, nesse caso, vale uma reflexão: Quem serão os rasgadores de livros daqui há alguns anos? Existe alguma maneira de eu ajudar a combater o problema?

Marlon Pereira, morador de Engenheiro Coelho, não perdeu tempo se perguntando. Foi até o centro da cidade e recolheu os papeis. Mais do que limpar a cidade, o valor da ação será inestimável caso um único aluno tenha sido tocado ao ver que seu momento de irresponsabilidade fez com que um outro indivíduo evidenciasse seu bom caráter.

E aí, quem é o maior culpado pela falha de caráter dos jovens que transformam conhecimento em lixo e poluem a cidade? Dos pais? Da escola? A resposta para mim é mais que evidente, mas a deixo para um profissional mais qualificado. Quem sabe, um sociólogo.

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião do Grupo Bussulo de Comunicação 


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