17/02/2019

Dossiê é enviado ao Vaticano, expondo bispo responsável por igrejas de Engenheiro Coelho

Sobre Dom Vilson, recaem acusações de extorsão, perseguição e enriquecimento ilícito

Letícia Leme

Em janeiro deste ano (2019), o Portal Coelhense expôs denúncias, contidas em um dossiê, contra o bispo Dom Vilson (responsável por igrejas de Engenheiro Coelho) e o padre Pedro Leandro. As acusações, no entanto, serviram de base para que investigações fossem iniciadas contra os líderes religiosos. Somando a cadeia de acontecimentos, no dia 02 de Janeiro, deste ano, o dossiê foi enviado ao Vaticano.

O documento partiu de Santa Bárbara d’Oeste (SP), com destino a sede da Igreja Católica Apostólica Romana,  o Vaticano (Roma/IT).  A iniciativa surgiu de Giulio Ferrari, 38, que já havia mandado o dossiê a outras autoridades, inclusive à deputada Leci Brandão (PC do B).  A parlamentar por sua vez, encaminhou à Procuradoria Geral de Justiça (PGJ), onde investigações foram iniciadas contra o Bispo Dom Vilson e o Padre Pedro Leandro.

Vaticano (Roma/IT)

Giulio mora nos Estados Unidos há mais de 15 anos, e se descreve como o “último recurso daquelas pessoas que já passaram por algum tipo de abuso”. Ferrari é dono do canal Chega de Abuso TV, e explica que só conseguiu reunir as informações contidas no dossiê por meio de lives transmitidas no facebook dele, onde as vítimas, encorajadas pelas mensagens, o procurava para relatar os supostos abusos.

“Todas as denúncias que eu investigo são denúncias que a polícia não deu bola, que o Ministério Público não queria investigar, que a mídia não queria investigar”, expõe.

Em entrevista concedida ao Portal Coelhense, Giulio conta que as investigações realizadas por ele e os depoimentos das supostas vítimas, visam a “construção” de uma nova igreja. “As pessoas envolvidas não estão contra o bispo Vilson ou contra ao padre Pedro, elas estão a favor da limpeza da sociedade onde elas vivem”, explica.

Com toda a repercussão que tomou o caso, Ferrari acrescenta que um novo documento está sendo elaborado e que ainda, outras vítimas estão se pronunciando. “Estamos trabalhando em uma segunda parte do dossiê (…) entregamos o primeiro, mas já tínhamos material para mais um e agora já surgiram outras vítimas. Assim que o bispo cair vai aparecer uma enxurrada de outras denúncias, pois por enquanto estão tudo com medo.”, afirma.

Bispo Dom Vilson, acusado de extorsão, perseguição e enriquecimento ilícito

A equipe de reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da diocese de Limeira (SP), solicitando um possível retorno por parte do Vaticano com relação a carta registrada, contendo o documento. A mesma se manifestou dizendo que “oficialmente a diocese de Limeira não tem conhecimento de nenhuma carta que tenha sido enviada ao Vaticano, e que ainda “não teve nenhum contato de Roma neste sentido”.

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