19/07/2017

Falta de recursos dificulta combate a queimadas em Engenheiro Coelho

Segundo diretor de Meio Ambiente, município conta com apenas um trator para lutar contra focos de incêndio

Da redação

A falta de recursos tem sido uma dificuldade para o combate a queimadas em Engenheiro Coelho. Segundo Gesiel Pereira, diretor municipal de Meio Ambiente, a cidade não possui brigada de incêndio e conta com apenas um trator “muito lento” para o trabalho de apagar as chamas. Com o período de estiagem, o risco de incêndios e queimadas aumentam, assim como a sujeira e os problemas de saúde ligados a eles.

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No último domingo (18), uma grande nuvem preta de fumaça chamou a atenção dos motoristas que transitavam pela rodovia SP-147, próximo a Engenheiro Coelho. Ela foi originada por uma queimada a poucos quilômetros da zona urbana do município e espalhou fuligens por vários quilômetros de distância.

“Essas queimadas são um risco porque nos meses de junho e julho as chuvas ficam escassas, e a vegetação seca”, afirma Pereira. Como a região está passando por um período de estiagem, o cuidado precisa ser intensificado, pois os focos de queimadas e incêndios se tornam mais comuns nessa época. “Infelizmente aparecem algumas pessoas que danificam a vegetação, ateando fogo nela. E as plantações mais afetadas com isso são os canaviais”, comenta.

Segundo o diretor de Meio Ambiente, Engenheiro Coelho não dispõe de uma brigada de incêndio. E a falta de recursos no município agrava ainda mais a situação. De acordo com ele, o trabalho de combate às chamas é realizado com auxílio de um trator, no qual é engatado um tanque de água. “Mas ele é muito lento”, afirma Pereira.

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Ter um caminhão-pipa, com pelo menos cinco mil litros, já equipado e disponível 24 horas para ações emergenciais é o objetivo do diretor – assim como montar uma brigada de incêndio. “O que eu preciso é de condições para esse trabalho. Atualmente, estou sem condições”, lamenta. Segundo ele, com a brigada e o caminhão, a própria sociedade civil poderia se envolver no controle dos focos de queimada, necessitando apenas ter realizado algum curso com o Corpo de Bombeiros.

Para melhorar a situação, é preciso driblar a dificuldade econômica de Engenheiro Coelho. “Eu não posso cobrar isso do prefeito, porque ele já tem feito milagre na saúde e na segurança pública”, relata Pereira. O funcionário público afirma ter entrado em contato com vários deputados, enviando projetos para envio de recursos, mas ainda não obteve nenhuma resposta concreta.

Riscos

Além de serem um perigo para produtores rurais e pessoas que moram próximas a zonas de mata, as queimadas são um risco para a saúde da população. “Principalmente para quem tem problema de bronquite. O ar fica seco [na estiagem], e misturado com fumaça é ainda pior”, enfatiza Pereira, que também menciona as fuligens como um grande incômodo para os moradores.

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Apesar de ser uma época com temperaturas amenas, o inverno no sudeste brasileiro também é marcado pela falta de chuvas. Como consequência, a umidade relativa do ar atinge níveis muito baixos. Na última semana, a taxa ficou perto da marca dos 30% e, se ultrapassar esse ponto, o município entra em estado de atenção.

De acordo com o Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas a Agricultura (Cepagri) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), quando a umidade do ar fica abaixo dos 30% é recomendado evitar exercícios físicos ao ar livre entre as 11 e as 15 horas, umidificar o ambiente através de vaporizadores, toalhas molhadas, recipientes com água e molhamento de jardins, permanecer em locais protegidos do sol ou em áreas vegetadas e consumir água à vontade.

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