13/03/2019

Moradores do bairro Universitário em Engenheiro Coelho sofrem pela falta de água

Com 40% de taxa de inadimplência e recursos escassos, Associação dos Moradores pede ajuda do Poder Executivo

Mariana Avanzzi

Moradores do bairro universitário da cidade de Engenheiro Coelho estão passando por dificuldades nas últimas semanas. Segundo a Associação dos Moradores, a super lotação e o crescimento contínuo do bairro faz com que o antigo sistema de abastecimento de água não suporte a quantidade de residências existentes.

Prédios são levantados, estudantes se acumulam, o crescimento é contínuo, o bairro está super lotado e isso preocupou associação. Existe apenas uma caixa d’ água para abastecer o bairro todo. Nas duas últimas semanas, um vazamento comprometeu o abastecimento e deixou dezenas de pessoas sem água. Moradores relatam que chegam a estar mais de cinco dias sem abastecimento. “Acontece que nosso prédio é maior em altura do que a própria caixa de água, com essa interrupção, a água esta sem força para subir e estamos nessa situação, sem água em todas as torneiras da casa”, conta a moradora Juliana Esteves.

A situação se repete e um comunicado foi espalhado no bairro todo. A Associação de Moradores lançou um abaixo assinado pedindo que a prefeitura assuma a distribuição de água no bairro alegando que se isso não acontecer, o Cidade Universitária corre o risco de ficar sem água. Ainda segundo o comunicado, é dever da prefeitura fazer o tratamento e distribuição de água, para os bairros do município que estão em perímetro urbano.

Segundo a representante da associação, Marcela Moraes, existem vários problemas preocupantes no bairro e que se não receberem atenção podem comprometer desde abastecimento até a estrutura do bairro como um todo. Devido as diversas aprovações de edificações no bairro, os problemas aumentam com a falta de rede de esgoto. “Essas fossas vivem vazando. O departamento de obras aprova os projetos e não se atentam ao tamanho das mesmas, eles não forçam a instalação do condomínio para que exista um síndico para que explique o uso das mesmas, sua capacidade, e de quando em quando devem ser limpas. Nosso bairro possui ruas estreitas isso atrapalha ainda mais. Projeto de hidráulica é exigido mas como se aprova um prédio com um hidrômetro? , questiona.

Ainda conforme a representante, as mediações são complicadas e os recursos da associação são escassos. Um investimento significativo é preciso, além de uma nova caixa, um novo poço e mais uma bomba. A abolição das fossas e uma rede de esgoto se tornou fundamental. Na semana passada, o asfalto cedeu devido a um vazamento e isso fez com que o abastecimento fosse interrompido por 24h. “Trabalhamos com os poucos recursos que temos, com essas chuvas muitos raios vivem prejudicando. Com a chuva de ontem queimou uma relê e as duas boias. Quando não é uma coisa é outra. Semana passada quebrou o cano que manda água da bomba da rua 7 para caixa de água e corremos resolver”, esclarece.

A equipe de reportagem do Portal Coelhense entrou em contato com o procurador jurídico do Serviço de Água e Esgoto de Engenheiro Coelho (Saeec), Erismar Bastos.  Segundo o mesmo, para receber algo do município, as obras de infraestrutura do bairro devem estar de acordo com os projetos e as demandas solicitadas. “Só depois disso  a associação conseguirá fazer um pedido para a prefeitura de uma criação de lei para recebimento, através de doação, de todo equipamento público”, expõe.

O procurador da autarquia afirma que a situação é de responsabilidade do loteador, que vendeu o loteamento e não investiu nas obras. “Esse caso é de total  responsabilidade da Associação dos Moradores, pois dificilmente o município vai aceitar algo cheio de vícios. Como que o município vai investir em um loteamento particular onde o loteador ganhou o dinheiro e deveria ter feito todas as obras de infraestrutura e agora o município tem que pegar dinheiro público e injetar no loteamento. Realmente não é uma situação fácil para associação, mas infelizmente são as consequências de um mal planejamento. O Saaec não tem responsabilidade de assumir essa situação. Só existirá uma solução se o loteador fizer todas as obras que os órgãos públicos exigem para então receber uma doação”.

O caso segue sem resolução, a autarquia se opõe em atender a demanda devido aos problemas de infraestrutura existentes no bairro. O abaixo assinado continua circulando nos comércios do Cidade Universitária.

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