07/02/2020

Professores de Engenheiro Coelho anunciam greve

Paralisação já está protocolada e acontecerá na próxima segunda-feira

Da redação 

Os professores da rede municipal de ensino de Engenheiro Coelho entrarão em greve a partir da próxima segunda-feira (10). O decisão dos profissionais acontece após o reajuste salarial anunciado pelo Poder Executivo não estar de acordo com o pedido pelos educadores.

A luta dos professores começou em janeiro. Uma reunião com Pedro Franco (MDB), prefeito municipal, aconteceu no último dia 22 de janeiro. Dali não saiu nenhuma decisão, apenas a promessa do chefe do Poder Executivo de que iria estudar o caso.

Atualmente, o pagamento mensal dos professores é de R$1.305,70, mas com os reajustes previstos em lei, o piso salarial deveria ser de R$1.800.

Sessão Extraordinária

A pressão dos educadores fez com que uma Sessão Extraordinária fosse convocada pela Câmara Municipal no final da tarde desta quinta-feira (6). O momento contou com a presença de diversos professores, que com cartazes e outras manifestações pediam o devido reajuste.

Nas mãos, os vereadores tinham um aumento salarial encaminhado pela prefeitura para aprovar ou não. No entanto, a porcentagem do reajuste é bem distante do valor pedido pelos educadores. Ao invés de 42,82%, o Poder Executivo pediu a autorização para um aumento de 7,01%. Aumento aprovado, professores insatisfeitos.

Repercussão

O professor Eder Freitas dos Santos se diz inconformado com o valor proposto pelo Poder Executivo. “A gente espera o contado do digníssimo senhor prefeito anunciando um aumento, não uma esmola, considerando tudo o que estamos defasados isso é uma esmola. O que ele está propondo é uma afronta à nossa integridade e à nossa inteligência”, exclama.


“A gente espera um aumento, não uma esmola”


Eder também fala sobre as dificuldades enfrentadas após alguns anos sem qualquer reajuste. “O piso salarial aqui é de pouco mais de R$ 1.300. Isso não faz sentido. Temos aguentado isso por muitos anos, mas chega uma hora que não dá mais. É aumento no mercado, na farmácia e no custo de vida em geral, nosso salário fica estacionado”, afirma.

Além de Eder, outras dezenas de professores estão insatisfeitos. “As cidades vizinhas pagam corretamente os professores, mas aqui temos que passar por isso”, pontua uma educadora. “Chegamos a um ponto que não tínhamos mais o que fazer, amamos nossa profissão, amamos dar aulas, mas sem um reajuste minimamente aceitável optamos pela greve”, exclama outra profissional. Outra professora exclama: “Não estamos pedindo dinheiro ao município, esse valor vem do Governo Federal”.

Os profissionais afirmam que agora irão esperar um novo posicionamento da Prefeitura para que as aulas voltem a acontecer normalmente.

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