11/02/2020

Professores de Engenheiro Coelho voltam a encher a Câmara Municipal

Educadores pedem reajuste salarial

Da redação

Dezenas de professores de Engenheiro Coelho voltaram a encher a Câmara Municipal nesta segunda-feira (10). O motivo da visita dos educadores à Casa de Leis é uma reivindicação por um reajuste salarial.

Dessa vez a visita dos educadores aconteceu em uma sessão ordinária. Eder Freitas, professor da rede municipal de ensino, usou a tribuna e falou por 15 minutos aos vereadores. Sua fala apontou para o fato que que os professores de Engenheiro Coelho não recebem o piso do magistrado. “O repasse que deve ser destinado aos professores, segundo a Lei Federal 11 738, não vem sendo feito desde 2016, chegando a uma defasagem em nosso piso esse ano de 42,81%”, exclamou o professor.

O profissional também citou a lei municipal. ““A Lei Orgânica de nossa cidade diz: O município garantirá […] a valorização do magistério, garantindo plano de carreira, piso salarial e aperfeiçoamento periódico. Nem a Lei orgânica de nossa cidade está sendo cumprida”, afirmou.

Eder, em sua fala, também apontou quais seriam os caminhos a serem tomados quando não há o pagamento do piso salarial dos professores. “O que fazer quando o município não paga o piso? A lei 11.738, compete ao ministério público, por iniciativa própria, ou por denúncias dos cidadãos, fiscalizar a aplicação da lei, além disso, os funcionários da educação que se sentirem lesados também podem recorrer à justiça”, frisou.

Na conclusão Eder elencou quais seriam os culpados para o descumprimento da lei do piso segundo os professores. “Nossa conclusão é a seguinte que se tudo isso está acontecendo, o primeiro culpado somos nós por não termos cobrado isso antes, em segundo lugar os culpados são vocês vereadores, que não cumpriram o papel de fiscalizares, e por fim, do Poder Executivo, que não está governando para o bem de todos”, completou Eder.

Os profissionais da educação seguem trabalhando após uma liminar impedir uma greve. No entanto, caso não haja um acordo com o Poder Executivo, a paralisação dos profissionais ainda poderá ocorrer, tanto é que uma assembleia já foi realizada no último domingo (9) para que um a situação fosse apresentada aos munícipes e cidadãos interessados no tema.

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