22/01/2020

Sem reajuste salarial, professores de Engenheiro Coelho se reúnem com prefeito

Cerca de 30 professores estiveram presentes na reunião com Pedro Franco (MDB); Apesar do apelo, reunião ainda não resultou em efeitos positivos aos educadores

Diego Faria

Professores da rede municipal de ensino de Engenheiro Coelho se reuniram na manhã desta quarta-feira (22) com o prefeito da cidade. O intuito do encontro foi a reivindicação por parte dos docentes em prol de melhoria salarial para a categoria. Apesar do apelo, a reunião ainda não resultou em efeitos positivos aos educadores.

Cerca de 30 professores estiveram presentes na reunião com Pedro Franco (MDB), prefeito de Engenheiro Coelho. De acordo com os reclamantes, desde 2015 não ocorre o reajuste salarial proveniente do município aos profissionais da Educação. Atualmente, o pagamento mensal dos professores é de R$1.305,70, mas com os reajustes previstos em lei, o piso salarial deveria ser de R$1.800.

O educador Eder Freitas, que atua como professor em Engenheiro Coelho e que também esteve presente na reunião com Pedro Franco, relata que o encontro com o líder do Executivo Municipal é uma das muitas tentativas de obter melhoria salarial para a categoria. “Estamos reivindicando o reajuste salarial, pois o salário do professor no município de Engenheiro Coelho está defasado. O nosso salário hoje, sem a fixação que o presidente Bolsonaro (PSL) anunciou [de R$2.557,74 para R$2.888,24], era para estar em R$1.800. Por isso estivemos aqui hoje, para recebermos o que é nosso por direito”, relata.

Ainda de acordo com Freitas, o salário que os professores de Engenheiro Coelho recebem é semelhante ao que servidores municipais sem formação superior ou especialização têm. “Recebemos praticamente igual ao que outros servidores sem ensino superior recebem. Nosso salário está defasado há anos, desde 2015, e há 10 anos estamos sem dissídio”, acrescenta Freitas.

Conforme relatou os educadores, a Lei de Responsabilidade Fiscal do município é alegação do prefeito para justificar a falta de aumento salarial para os professores, porém, outros setores continuam a receber a destinação de verbas pelo Executivo. “Sabemos que têm gente recebendo gratificações. Já foi aberto concurso na cidade, e se a Lei de Responsabilidade Fiscal e folhas de pagamentos estivessem nessa situação, não poderia nem haver concurso. Isso está saindo dos nossos bolsos”, destacou ainda o educador.

A carga horária dos professores é estipulada em 30 horas semanais, mas muitos deles precisam realizar jornadas de trabalho em outras cidades para poderem complementarem a renda mensal. “Engenheiro Coelho tem o pior piso salarial para professores da região, mas não paramos de buscar capacitação e queremos continuar a trabalhar, atendendo os nossos alunos”, diz a professora Ariadne Cardoso.

Mesmo com a reunião entre professores e o chefe do Executivo de Engenheiro Coelho, nenhuma melhoria foi estipulada por Pedro Franco até o momento. Ele afirmou, porém, que deverá consultar o departamento Jurídico da Prefeitura para avaliar o que pode ser feito em benefício aos professores da cidade.

Os educadores deverão buscar uma nova posição do prefeito quanto ao caso nos próximos meses, e caso nenhuma melhoria seja alcançada pela categoria, os profissionais não descartam a possibilidade de paralisação.

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