01/02/2020

Som de bar gera revolta em moradores de Engenheiro Coelho

Episódio tomou maiores proporções após as postagens na rede social Facebook

Da Redação

A movimentação noturna de um botequim incomodou diversos moradores de Engenheiro Coelho, no último sábado (24). Uma festa que acontecia na conveniência do Posto Shell por voltas da meia noite, localizado em frente a rotatória, foi motivo de reclamação por parte dos munícipes. Estes, alegaram que a música do bar estava demasiadamente alta, além do alvoroço causado pela festança.

local da festa. Foto: Facebook

Comentários no Facebook

O episódio tomou maiores proporções após as postagens na rede social Facebook. Residentes de bairros distintos no município puderam ouvir de longe a algazarra e se manifestaram contra a situação em posts e comentários. A pertubação do sossego e a ausência de Lei do Silêncio municipal estavam entre os principais assuntos discutidos.

Em comentário um morador demonstrou insatisfação com a administração da cidade. “Na hora de pedir voto os “distintos” candidatos visitam até bueiro destampado atrás de eleitores. Mas depois de eleitos só um lado da cidade é beneficiado. É um tal de limpar terreno particular, recolher entulho, recapear ruas sem movimento de carros, favorecer alguns comércios e desrespeitar leis, como a Lei do Silêncio, Lei da Mobilidade Urbana e principalmente a Lei Eleitoral. Pode anotar, no dia da eleição vai ter bar lotado de cachaceiro e porta de escola lotada de candidatos pedindo voto. Isso é uma vergonha!!!”, afirmou.

Uma munícipe que não quis se identificar relatou partes daquele noite. “Era sábado a noite e eu já não aguentava mais, era muito barulho. Muitas pessoas estavam postando no Facebook sobre alguma festa que estava acontecendo na cidade e falando sobre o incômodo”, conta

“Resolvi ver onde vinha o barulho, peguei o carro e dei uma volta. Para minha surpresa, vi que a festa estava ocorrendo na conveniência do Posto Shell. Perguntei a algumas pessoas até que horas a festa iria e se aquele evento era permitido, naquele lugar e com a música naquela altura. A reposta foi que iria até 2 da manhã e que o bar possuí um alvará que autoriza eventos assim”, relata.

A moradora também afirma que seu objetivo não é parar com a festa. “A cidade está a Deus dará. Eu não quero estragar a curtição de ninguém, só acho que esses locais deveriam ter uma acústica que não atrapalhasse o sossego das pessoas. Na cidade não tem como proibir esses episódios assim de acontecerem, não existe nenhuma lei municipal quanto ao silêncio”, termina.

Lei do Silêncio

A lei do silêncio é um artigo da Lei de Contravenções Penais, 3.688/41 (art.42), que proíbe a produção de ruídos durante o dia e a noite. Essa contravenção é infringida através de gritaria ou algazarra, exercendo profissão incômoda ou ruidosa, abusando de instrumentos sonoros ou sinais acústicos, e provocando ou não procurando impedir barulho produzido por animal de que tem a guarda.

Barulho em vias públicas

Cabe às autoridades policiais de sua região o atendimento em relação ao barulho gerado em decorrência de festas em residências ou em vias públicas, veículos com som alto, bailes, pancadões, bares e lanchonetes que geram aglomerações de pessoas nas ruas e calçadas próximas.

No site da Polícia Militar do Estado de São Paulo, há um formulário de Cadastro de Ocorrência de Barulho. É necessário informar alguns dados pessoais e indicar o local da infração.

Os pedidos são atendidos de acordo com a demanda e a gravidade do caso.

  • Ouvidoria da Polícia: ligue no 0800-177-070 ou envie sua mensagem por meio do formulário disponível no site da instituição.
  • Telefone: 190

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