20/01/2019

Secretaria nega que Educação de Engenheiro Coelho é ineficiente

Departamento diz lutar pela melhoria da aprendizagem e pelos feitos e ganhos apontados pelos profissionais de educação

Mariana Avanzzi

A Secretaria de Educação de Engenheiro Coelho contestou o estudo que apontou que a Educação de Engenheiro Coelho tem ‘ineficiência extrema’ pelo Atlas da Eficiência da Gestão Municipal. Lançado no final do ano passado (2018) pelo I3gs – órgão ligado à Universidade de Brasília (UnB) – o município coelhense ocupa a 470ª posição no ranking de 598 cidade.

O departamento municipal contestou as sugestões do documento que diz que a cidade teria que se adequar a um ajuste de (-) 45-4%, chegando a R$3.719,86 por discente. Ainda de acordo com o guia, “O [município] produz 67,6% do que poderia produzir considerando os insumos disponíveis”. O relatório também informa que a nota média do município no Ideb é de 5,9 e que a desistência escolar é de 0,1% do total de matriculados.

Para eles, entre as sugestões apontadas pelo estudo, significaria aumentar a quantidade de alunos por sala e isso aumentaria o índice apontado, mas migraria para indicadores que “medem” a aprendizagem. A pesquisa também propõe aumentar o nível de esforço docente e a Secretaria de Educação explica que isso aumentaria a quantidade de alunos por sala e culminaria na mesma proposição elencada anteriormente.

Sobre diminuir o número de servidores por aluno, a Secretaria rebateu dizendo que já operacionalizou as unidades escolares no limite do funcionalismo, e se fizessem isso, acarretaria em outros prejuízos. O departamento expôs ainda que o município não aderiu a progressão continuada, tão criticada pela sociedade civil, pois consideram que a retenção é um dos apontamentos eficazes de que o aluno que não aprendeu e não deve prosseguir para série posterior. Além disso, a nota diz que o administrativo luta por meios que garantam uma educação de qualidade e não contra índices apontados por institutos.

“Em suma, lutamos por melhoria da aprendizagem e pelos feitos e ganhos apontados pelos nossos profissionais de educação que nenhum instituto de pesquisa jamais conseguirá medir. Esse é a filosofia da Secretaria de Educação”, finaliza a nota.

O estudo aponta que do total de 645 municípios do Estado de São Paulo, 598 cidades disponibilizaram os dados para a realização do Atlas. Dez municípios foram considerados eficientes, 46 ineficiência moderada, 313 ineficiência crítica e 229 ineficiência extrema. Engenheiro Coelho ficou na 470ª posição dentre as 598 cidades que disponibilizaram os dados.

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